VIAXE A COIMBRA
1.Organización:
Os departamentos de Latín e Lingua e Literatura Galegas
organizan unha viaxe de estudios a Coimbra (Portugal) destinada a alumnado de COU.
Xoves, 9 de marzo:
·Saída do Instituto ás 8,30 horas da mañá.
·Chegada a mediodía a Coimbra e instalación no hotel.
·Pola tarde: visita á Universidade, Biblioteca Joanina, Jardim Botânico e Sé
Velha
Venres, 10 de marzo:
·Visita ás ruínas e museo de Conímbriga
·Continuación da viaxe ata Batalha para visitar o mosteiro
·Regreso a Coimbra e visita á Quinta das Lágrimas
Sábado,10 de marzo:
·Saída do hotel ás 9 horas.
·Visita a Luso e o
Parque de Buçaco
·Regreso a Cangas
3.Información previa para as principais visitas (o texto será entregado ao alumnado en portugués como un medio de achegalo ao país que se vai visitar)
Coimbra, senhora do Mondego, é conhecida entre os portugueses como a cidade dos doutores, dos amores e dos romanos. Esta designação deve-se a uma herança cultural e histórica, nos dias de hoje, fortemente preservada pelos habitantes da cidade. Lugar de lendas (os amores de Inês de Castro e Dom Pedro), de milagres (como o da Rainha Santa Isabel), Coimbra é também reconhecida por ter sido, nos séculos XII e XIII, a capital universitária. |
A CIDADE UNIVERSITÁRIA
| A cidade universitária, fundada en 1290 em Lisboa por Dom Dinis, é transladada para Coimbra 18 anos mais tarde, constituindo uma mudança na história da cidade bem como uma alteração na própria configuração urbana. A cidade dos doutores converteu-se assim no local do saber com prestígio a nível europeu. Da antiga Universidade, situada no local onde foi o Palácio Real, sobrevive a Porta Férrea (uma entrada nobre que dá acesso ao edifício principal da Universidade; data de 1634 e tem um estilo maneirista de corrente popular; nos núcleos centrais figuram as estátuas dos reis D. Dinis -o fundador- e D. João III -o rei que estabeleceu definitivamente a Universidade em Coimbra-). |
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No recinto
universitário podem ainda admirar-se a Galeria de Arcadas -a Via Latina-, de estilo
neo-clássico, edificada no século XVIII, a sala dos Capelos, do século XVII, local onde
se realizam as mais importantes cerimónias académicas, a Capela de S. Miguel, de estilo
manuelino, revestida de azulejos e construída por Marco Pires, a Biblioteca Joanina, com
três salas de estilo barroco e cujas mesas feitas com madeiras coloniais fazem dela a
mais bela do país.
Concluída a
visita ao recinto universitário, por detrás da Faculdade de Medicina encontramos a Sé
Catedral de Coimbra, a Sé Nova, instalada em 1772 na antiga Igreja do colégio dos
Jesuítas. A sua fachada construída em duas partes apresenta uma primeira fase com linhas
clássicas e uma segunda ao gosto do barroco.
A sua
Capela-mor é esplendorosa, com um trono chapeado a prata e com um zimbório notável pela
sua altura.
Próxima da
Sé Nova está a Sé Velha (1162), um dos monumentos românicos mais célebres do país.
Edificada no percurso que une a Baixa e a Alta coimbrãs, tem o aspecto de uma fortaleza
medieval.
No monumento
são de destacar dois portais e a célebre Porta Especiosa, situados na fachada lateral.
Tem 3 naves e na Capela-mor está um retábulo gótico consagrado à Assunção da Virgem
Maria.
É ainda
notável a série de túmulos românicos e góticos onde jazem grandes figuras da
história coimbrã.
Para além da visita aos monumentos da cidade, vale a pena também passear pelas ruas estreitas, onde podemos encontrar o Arco da Almedina, comércios tradicionais, cafés (Café Nicola ou o Café Santa Cruz) -revivendo de certa forma os locais por onde passaram pessoas ilustres como, por exemplo, Miguel Torga (escritor contemporâneo que escreveu os Contos da Montanha) e José Afonso -Zeca Afonso- cantor de destaque com a Revolução dos Cravos (25 de Abril de 1975).
| Dos monumentos que fazem de Coimbra a cidade-museu existe um que desperta há séculos a fio a imaginação de poetas. É a Quinta das Lágrimas, palco do amor imortal de Pedro e Inês. |
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Aquí situam-se um palacete do século XIX, hoje transformado em hotel, e uma frondosa mata que tem, entre outras árvores, antiquíssimos cedros.
| Reza a lenda que Dª Inês, amante de D. Pedro I, terá sido assassinada por três validos a mando do rei D. Afonso IV, pai do seu namorado. |
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Os amantes
costumavam encontrar-se no bosque, mais concretamente junto a uma fonte imortalizada por
Luis de Camões como a Fonte dos Amores.
Ali perto
nasce uma outra fonte, onde Inês foi assassinada, rodeada por líquenes de cor
avermelhada e por alvas que a lenda popular transformou no sangue e nos loiros cabelos de
Inês.
| As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo, chorando, memoraram; E, por memória eterna, em fonte pura, As lágrimas choradas tranformaram O nome lhe pusseram, que inda dura, Dos amores de Inês que ali passaram; Vede que fresca fonte rega as flores, Que Lágrimas são água, e o nome Amores Luís de
Camões Os Lusíadas, Canto III, Est. 135 |
| No bosque existe uma porta de arco quebrado que remonta à época gótica. |
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O interesse pela Quinta das Lágrimas está também nos seus jardins.
A flora da quinta forma un conjunto de tal maneira raro e diversificado que é definido
como sendo um "museu vegetal", onde cada árvore plantada é objecto da mesma
atenção que se tem quando se olha para uma obra de arte.
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Outro espaço ajardinado muito acolhedor e
interessante pela diversidade de espécies exóticas é o Jardim Botânico. Aí podemos
encontrar estufas com flora tropical. O jardim divide-se em duas partes: uma de mata junto
à ravina do lado do Mondego, e outra de
jardins dispostos em cinco terraços com escadarias, lagos e canteiros onde são feitos
estudos pedagógicos e científicos.
Na época de exames, este local é muito procurado
pelos estudantes que buscam inspiração.
Mas, no dia seguinte, acordou com a manhã em meio, talvez cansado por tanto subir e descer. Deu uma volta pelas estreitas e concorridas ruas da parte baixa da cidade, peregrinou uma vez mais pelas empinadas calçadas da alta, acenou ao Mondego e, com vontade e sem ela, saiu de Coimbra (José Saramago, Viagem a Portugal)
| A poucos quilómetros de distância de Coimbra encontra-se a Estância Termal do Luso. |
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Dotada de unidades hoteleiras de qualidade e de instalações termais
o Luso oferece aos visitantes e termalistas um bom reequilíbrio físico e psíquico. As
suas nascentes de águas hipomineralizadas e radioactivas permitem a cura de diversas
doenças.
A partir do Luso são feitos circuitos turísticos
até a Mata do Buçaco. Com cerca de 550 metros assemelha-se mais a uma montanha.
O Buçaco foi descoberto por dois frades carmelitas
cuja ordem procurava local para construir um mosteiro. Fascinados com o que viram, os dois
frades convenceram os seus superiores e, em 1628, é colocada a primeira pedra do
convento. Dele já só restam a igreja, o vestíbulo, o claustro e o campanário. No seu
lugar está o Palace, uma joia neo-manuelina. O Palace-Hotel destina-se a hotelaria de
élite e é um dos poucos hoteis com vinicultura própria.
O parque do hotel, um verdadeiro jardim botânico,
permita aos visitantes darem passeios agradáveis.
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| Mais para o sul está a Batalha, que deve a sua fama ao monumento aí edificado: o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido pelo Mosteiro da Batalha. | ![]() |
Hoje Património Mundial, o mosteiro foi construído porque no dia 14 de agosto de 1385, antes da batalha de Aljubarrota, o rei D. João I, invocando a Virgem, prometeu a sua construcção se conseguisse vencer os invasores.
Batalha de Aljubarrota Luis de Camões, Os
Lusiadas, Canto IV, Est. 30 |
| A sua construção passou por várias fases, sendo possível encontrar três estilos arquitectónicos: o gótico (predominante), o manuelino e o renascentista. | ![]() |
No seu
interior existe a Capela-Real onde estão os túmulos de D.João I e de Dª Filipa de
Lencastre.
Na Capela-mor,
poligonal, sobressaem os vitrais manuelinos. Daqui passa-se para o Claustro Real, de arcos
ogivais decorados. A leste situa-se a Sala do Capítulo "maravilha da arquitectura
ogival", com uma abóbada construída sem apoios, cujas nervuras formam uma estrela
de onde sobressaem as armas de D. João I.
No Claustro,
à direita, situa-se o Túmulo do soldado desconhecido, velado permanentemente por um
plantão militar.
O acesso às Capelas Imperfeitas é feito pelo exterior. O esplendor da arte manuelina é nítido nas sete capelas que ladeiam o recinto.